Justiça autoriza aborto à estuprada por bandido

Fonte: O São Gonçalo Online

Vítima de estupro, em Maricá, a diarista X., 35 anos, ganhou autorização da Justiça, na quinta-feira passada, para interromper a gravidez de 12 semanas. De acordo com a vítima, ela foi violentada sexualmente por Walter Pagano Blanco Junior, 38. Segundo a polícia, Walter é acusado de outros estupros na região, entre eles, de uma menina de 11 anos. Investigado também por tráfico de drogas, Walter foi preso por policiais da 82ª DP (Maricá), no último dia 9, num condomínio de luxo na Região dos Lagos.
Pagano teve a prisão preventiva expedida pela 2ª Vara Criminal de Maricá.

Aborto – De acordo com o delegado da 82ª DP, Marcelo Maia, o aborto foi autorizado com base no artigo II da Lei n° 2.848, de 07 de Dezembro de 1940, do Código Penal: “Se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu responsável legal”. Com a anuência da Justiça, a diarista será encaminhada a um hospital público para fazer o procedimento cirúrgico. “A decisão foi tomada após o reconhecimento da vítima, o exame de gravidez e o registro de ocorrência”, ressaltou o delegado.

Violentada no lixão
A diarista reconheceu seu algoz após ver a foto dele publicada no O SÃO GONÇALO e resolveu procurar o delegado Marcelo Maia para relatar o drama. A vítima contou ter sido abordada pelo acusado quando retornava do trabalho. Segundo a diarista, Walter estava de carro e teria lhe oferecido uma carona. Próximo à casa dela, o acusado acelerou o carro. A seguir, ela foi levada para um lixão, onde foi agredida e estuprada.

Drama – Quando descobriu que estava grávida, em janeiro, a diarista ficou transtornada. Em depoimento, contou ter cometido loucuras para perder o bebê: como se jogar na frente de um carro e até pular de uma árvore.
“Demorei a procurar ajuda por medo. Não quero essa criança, mas quero tirá-la por meios legais. Esse cara acabou com a minha vida. Só vou ficar aliviada quando não tiver mais nenhum vestígio dele no meu corpo”, disse na ocasião.

Investigado por tráfico de drogas
De acordo com a polícia, Walter Pagano é investigado por uma suposta ligação com o tráfico de drogas. Ele é apontado como um dos principais fornecedores de cocaína para comunidades de Maricá. De acordo com as investigações, ele se apresentava como funcionário do Tribunal de Justiça para justificar a vida de luxo que ostentava no bairro Caxito, em Maricá, onde era proprietário de uma mansão com chalés, piscina, sauna seca e moderna sala de jogos com ar condicionado. O delegado Marcelo Maia acredita que ele receba apoio de mais quatro pessoas, que já estão sendo identificadas. Caso comprovada a ligação dele com o tráfico, Walter será indiciado por lavagem de dinheiro e poderá ter o patrimônio confiscado pela Justiça

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