Bioética: Uma arma na cruzada do Vaticano contra os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres

Fonte: Blog Aborto em debate

O Vaticano começou a envolver-se nas questões de bioética em meados da década de noventa do século XX.  A hierarquia católica e seus teólogos constituíram uma corrente de bioética, a qual foi designada de “bioética personalista ontologicamente fundada”, que tem no cardeal italiano Elio Sgreccia seu principal representante1.

Em 1994 foi fundada a Academia para a Vida, da qual atualmente o cardeal Sgreccia é o presidente emérito, com o objetivo de monitorar os avanços na biomedicina e no direito que “afetem a moral cristã e o Magistério da Igreja”. Em 2005, o cardeal fundou Academia Pontifícia pela Vida. Ademais, foi o responsável pela criação do Instituto de Bioética da Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade Católica de Roma bem como se lhe atribui a iniciativa de constituir outros 45 institutos de bioética católica ao redor do mundo.  Em 2008 o papa Benedito XVI declarou o Ano da Bioética.

O objetivo da hierarquia católica é conferir legitimidade cientifica ao discurso do Vaticano frente aos temas da bioética e, em especial aqueles que envolvem a autonomia do Ser Humano e das mulheres na tomada de decisões sobre sua vida e seu corpo.

No terreno da disputa social o Vaticano almeja formar militantes católicos alinhados a cúria romana e aptos a impulsionarem os ditos “movimentos em defesa da vida”, verdadeiras tropas de choque do conservadorismo com a missão de impedir a consagração dos direitos sexuais e reprodutivos.

Operando a retaguarda, mesmo diante de diplomas legais restritivos, como o Código Penal da Republica Argentina, que prevê a interrupção não punível da gravidez apenas nos casos em que se destine a evitar danos à vida ou a saúde da mulher e face a estupro de mulher mentalmente incapaz2, a hierarquia da Igreja Católica impulsiona a constituição de redes de profissionais da saúde obstaculizem e impeçam a consolidação e o exercício destas possibilidades legais.

A matéria abaixo, publicada no jornal argentino PAGINA 12 no 03/01/2011, dá conta de como conspira o Vaticano contra os direitos das mulheres.

Para ler post completo, clique aqui.

 

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