Mulheres pelo fim da mortalidade materna

Fonte: Fórum de Mulheres de Pernambuco

No Dia Mundial da Saúde da Mulher e de Combate à Mortalidade Materna (28 de maio), integrantes do movimento de mulheres de Pernambuco realizarão passeata em frente à Câmara de Vereadores de Vitória de Santo Antão para reivindicar políticas e ações de enfrentamento à morte materna no município. As mulheres da cidade reclamam da falta de assistência médica de qualidade durante o pré-natal e o parto. A ação acontece a partir das 14h e é impulsionada pelo Fórum de Mulheres de Pernambuco, com apoio das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro e Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB).
Vitória de Santo Antão realiza mais de 10 mil partos por ano, estando atrás apenas do Recife. No entanto, a taxa de cesáreas (73%) está muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Durante visita realizada na última terça-feira (25) por integrantes do Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna ao Hospital Geral de Vitória e ao Pronto Socorro da cidade, constatou-se que a maioria dos partos estão sendo realizados por cesárea.
“No dia em que visitamos, nenhuma mulher entrou em trabalho de parto, todas tiveram seus filhos por meio de cirurgia, sendo que algumas poderiam ter um parto normal. A cesárea só deve ser feita por indicação médica, pois ela é um risco maior para as parturientes. O que está acontecendo em Vitória é um desrespeito absoluto aos protocolos de saúde vigentes, tanto nacionais quanto internacionais”, afirma a integrante do Comitê, Gigi Bandler.  Além disso, 98% dos atendimentos, segundo dados do Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna, acontecem nos 60 leitos de clínicas conveniadas, enquanto que o Hospital João Murilo está atendendo abaixo da sua capacidade. Superlotação e baixa qualidade do atendimento às gestantes são relatados com frequência.
Na manhã de hoje (27), o Fórum de Mulheres de Pernambuco realizou ato público em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco para protestar e alertar a população e os deputados sobre as mudanças no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), a aprovação do Estatuto do Nascituro e a instalação da CPI do aborto, medidas que impactam em uma das principais causas de morte materna no Brasil e em Pernambuco, o aborto inseguro. Durante o ato, os deputados receberam um documento solicitando a implementação de ações que visem a melhoria da assistência médica para as mulheres.
Objetivo de Desenvolvimento do Milênio: O Brasil tem até 2015 para reduzir em 75% o número de mortes maternas no país, no entanto, o acordo internacional mediado pela Organização das Nações Unidas e intitulado Objetivos de Desenvolvimento do Milênio terá dificuldades em ser concretizado. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes maternas caiu 50% entre 2000 e 2007, mas as taxas continuam altas no Norte e Nordeste. No Maranhão, Piauí, em Pernambuco, Alagoas, na Paraíba e Bahia os índices cresceram.
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